
Dias antes de ser brutalmente morta, uma jovem enviou mensagens à mãe demonstrando arrependimento por seus atos. Segundo a Polícia Civil, ela pode ter sido responsável por entregar um rapaz a membros de uma facção, o que resultou em sua própria execução dias depois.
De acordo com as investigações, Anna Luiza teria conduzido a vítima até o local do crime e sinalizado sua presença ao executor. Imagens de câmeras de segurança mostram o comportamento suspeito da jovem instantes antes do homicídio, reforçando a tese de que ela teria colaborado com o plano.
“As imagens sugerem que ela pode ter indicado quem deveria ser morto”, afirmou o delegado Moabe Macedo Lima, da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).
Matheus foi assassinado na segunda-feira (23), e Anna Luiza foi morta na quarta-feira (25), em circunstâncias violentas. A principal hipótese da polícia é de que ela tenha sido sequestrada e esquartejada por integrantes da mesma facção da qual Matheus fazia parte, como forma de retaliação.
As autoridades também apuraram que Anna Luiza tinha envolvimento com o tráfico de drogas e utilizava as redes sociais para divulgar e vender entorpecentes, inclusive por meio de transmissões ao vivo.
Apesar disso, ela demonstrava desejo de mudar. Em uma conversa com a mãe, Lih Lima, no dia 5 de junho, reconheceu que havia cometido erros ao se envolver com o crime. A mãe tentou encorajá-la: “Você não morreu. Ainda dá tempo. Muda.”
Até esta sexta-feira (27), ninguém havia sido preso pelos homicídios. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.