
O Instituo Listening, que divulgou ontem (11) uma pesquisa sobre a disputa pela prefeitura de Manaus mostrando que o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) lidera com 35% da intenção de votos, esteve envolvido em polêmica nas eleições de 2020 chegando a ser barrado pela Justiça Eleitoral a veiculação de cinco pesquisas eleitorais registradas pela empresa além de suspensão de todos os trabalhos relacionados com aquele pleito em Novo Hamburgo, no Vale do Rio dos Sinos. A informação foi divulgada, na época, por sites da região.
De acordo com levantamento, Amom Mandel (Cidadania) lidera a disputa pela Prefeitura de Manaus com 35%, enquanto o prefeito David Almeida tem 28%. Capitão Alberto Neto (PL) vem terceiro com 13%. Na sequência, Roberto Cidade (União Brasil) com 4% e Ricardo Nicolau (Solidariedade) 3% e Anne Moura (PT) com 1%. A empresária Maria do Carmo Seffair (Novo) não pontuou. Os eleitores que declararam votar branco e nulo somam 8% e não sabe/não respondeu também 8%.
- Foto: Divulgação/PF
A pesquisa eleitoral do Instituto Listening sobre a prefeitura de Manaus foi divulgada pelo jornalista esquerdistas Guilherme Amado, do site Metrópoles, de Brasília, que já foi criticado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em lives e postagens, Bolsonaro já demonstrou ser vítima dos ataques constantes de Guilherme. “E a matéria foi feita por quem? Guilherme Amado. O tempo todo inventando, é um paspalhão né?”, disse o político sobre o colunista.
A empresa foi fundada em 2014 com o nome de Foca Comunicação, Consultoria E Gestão Empresarial Ltda, que posterior foi alterado para Listening Inteligência em Análise de Dados, Estratégia e Comunicação Ltda. Conforme dados do site da Receita Federal, a Listening Pesquisas, registrada no CPNJ 19.729.593/0001-50, está sediada em Porto Alegre no Rio Grande do Sul e tem como atividade econômica principal consultoria em gestão empresarial, exceto consultoria técnica específica. Seu capital social é de R$150.000,00 (Cento e cinquenta mil reais).
Apesar da alteração de nome o e-mail de contato da empresa segue como “adm.focacom@gmail.com”.
De acordo com o site O Timoneiro, as decisões judiciais ocorreram em virtude de irregularidades observadas no processo de elaboração dos questionários aplicados junto aos eleitores. Foram ajuizadas em Porto Alegre (processos 0600980-17.2020.6.21.0158 e 0600986-24.2020.6.21.0158), São Leopoldo (processo 0600376-86.2020.6.21.0051) e Novo Hamburgo (processos 0600398-72.2020.6.21.0172 e 0600619-55.2020.6.21.0172). Em todos os casos, a Justiça Eleitoral decidiu, em caráter liminar e de urgência, proibir que o material se tornasse público.
Em Porto Alegre, a pesquisa chegou a ser publicada por veículos de comunicação, que receberam ordem para que o material fosse retirado do ar. A juíza responsável pela 158ª Zona Eleitoral, Gladis Canelles Piccini, justifica a liminar de suspensão da divulgação pelo fato de que a pesquisa não é esclarecedora, uma vez que não informa ao eleitorado que os percentuais “NÃO SEI” e “BRANCOS/NULOS” são resultados referentes aos questionamentos formulados na aplicação do cenário de 2º turno.
A reportagem do Portal AM POST entrou em contrato com o Instituo Listening, via e-mail, e pediu esclarecimentos sobre os casos das eleições de 2020 mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
fonte:ampost




