Filho é levado à delegacia após agredir a própria mãe e descumprir medida protetiva

Um homem foi conduzido à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), na noite desta quarta-feira (21), após ser acusado de agredir a própria mãe, uma idosa, e descumprir uma ordem judicial de afastamento. Segundo a defesa da vítima, o caso em que filho agride mãe em Manaus envolve uma disputa familiar por um terreno onde vivem vários parentes. Além disso, a mulher estaria impedida de retornar à própria residência.


A equipe do Portal e TV CM7 Brasil acompanhou a apresentação do suspeito na unidade policial. Filho agride mãe em Manaus durante discussão familiar, diz advogado Em entrevista ao Portal e TV CM7 Brasil, o advogado Sérgio Renan, representante da idosa, relatou que a agressão aconteceu no dia 9 de outubro, durante um desentendimento entre familiares. Segundo ele, a mulher tentou separar a confusão, mas acabou sendo empurrada pelo próprio filho. Além disso, imagens do episódio mostrariam o homem avançando contra a mãe com um pedaço de madeira.

Entretanto, outro irmão conseguiu contê-lo antes que a situação se agravasse. A idosa sofreu ferimentos considerados leves e precisou deixar o imóvel. Justiça concedeu medida protetiva para afastar o suspeito Após o episódio, a defesa solicitou uma medida protetiva de urgência para garantir a segurança da idosa. Segundo Sérgio Renan, a Justiça concedeu a ordem no dia 10 de outubro e notificou formalmente o suspeito no dia 13 de outubro. Inicialmente, o homem teria deixado a residência, conforme determinava a decisão judicial. Entretanto, o advogado afirma que ele retornou ao terreno depois da saída do oficial de Justiça. Dessa forma, a mãe permaneceu afastada da própria casa, enquanto familiares buscavam providências para garantir o cumprimento da ordem.

Disputa por terreno envolve quatro imóveis da mesma família O advogado explicou que o conflito envolve um terreno de aproximadamente 20 metros de largura por 40 metros de comprimento, onde existem quatro imóveis ocupados por familiares. Segundo ele, a propriedade está registrada em nome da idosa, que mora em uma das casas com o filho mais novo. Além disso, Sérgio Renan relatou que a família havia firmado um acordo na Defensoria Pública para reformar a residência da mulher. Entretanto, uma porta recém-instalada teria sido danificada, enquanto materiais de construção desapareceram do local. A defesa suspeita de envolvimento do investigado, mas a responsabilidade pelos danos e pelo desaparecimento dos materiais ainda depende de apuração.