Detento do regime semiaberto é morto a tiros na Zona Norte de Manaus

O caso ocorreu na comunidade Mutirão, na Zona Norte de Manaus | Foto: Bianca Ribeiro

Manaus – Morto a tiros, em uma área vermelha da capital do Amazonas, sem autoria identificada. Apesar do script ser o mesmo, não é uma história repetida. Na noite de sábado (3), mais um assassinato foi registrado em Manaus.


Já passava das 21h30, quando o detento do regime semiaberto Diego da Silva Andrade, de 21 anos, foi executado a tiros. O caso ocorreu na comunidade Mutirão, na Zona Norte de Manaus.

De acordo com a polícia, ele estaria sentado em um carro, estacionado na rua 62, quando os pistoleiros chegaram e efetuaram vários disparos de arma de fogo contra a vítima. Após o crime, eles fugiram do local.

Os familiares do jovem chegaram a socorrê-lo, e o levaram ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na Zona Leste da cidade, mas Andrade não resistiu, chegando sem vida à unidade de saúde.

Andrade cumpria pena em regime semiaberto e utilizava tornozeleira eletrônica, no momento do crime. A autoria do homicídio ainda é desconhecida pelas autoridades.

 

Andrade usava tornozeleira eletrônica no momento do crime | Foto: Reprodução da Internet

A equipe de reportagem do EM TEMPO esteve no local onde ocorreu o assassinato, porém, em virtude da ‘Lei do Silêncio’, os moradores da área evitaram dar detalhes sobre o caso, temendo sofrer represálias. A região é considerada ‘área vermelha ‘ pelas autoridades, por conta da alta taxa de criminalidade registrada na localidade.

Os agentes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) adotaram postura de cautela e evitaram confirmar à equipe de reportagem qualquer suspeita a respeito da motivação do ação dos bandidos.

Violência é ainda mais frequente para quem utiliza tornozeleira eletrônica

Em depoimento ao EM TEMPO, no início do mês, um detento do regime semiaberto afirmou que é comum membros de facções criminosas assassinarem quem utiliza tornozeleira eletrônica.

Eu ando de calça jeans, porque além do preconceito, também tenho medo de ser confundido com algum membro de facção. Isso acontece muito, você [detento do regime semiaberto] está andando em uma rua, por exemplo, aí se eles [integrantes de organizações criminosas] te veem, perguntam logo de qual facção você é para querer matá-lo. Se você disser que não é de nenhuma, acaba sendo executado do mesmo jeito, relatou um dos entrevistados

O homicídio de Andrade se soma ao assassinato de outros 26 detentos do mesmo sistema prisional, registrado só neste ano, de acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Atualmente, a pasta monitora 5.345 pessoas nesse modelo de cumprimento de pena.

 

*Com informações do Portal Em Tempo