
O deputado do Amazonas, Marcelo Ramos (PSD), não concorda com os métodos usados para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que cria e amplia benefícios em ano eleitoral. Para Ramos, isso tudo é uma “avacalhação”.
A PEC visa decretar estado de emergência em ano eleitoral, logo benefícios serão criados e ampliados. A proposta tem custo de R$ 41,2 milhões e visa:
- aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 reais e a inclusão de 1,6 milhão famílias no programa;
- reajuste do Auxílio-Gás, de R$ 53 para o valor médio de um botijão a cada dois meses;
- pagamento de R$ 1.000 por mês para 900 mil caminhoneiros autônomos;
- auxílio para taxistas com custo total de até R$ 2 bilhões (o valor do benefício será definido pelo Governo Federal depois da aprovação do pacote).
Marcelo Ramos critica as manobras usadas para aprovar a PEC. Durante sessão relâmpago, que aconteceu na última quinta-feira (7), convocada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (Progressistas), o deputado disse: “nós estamos fissurando o arcabouço institucional que busca garantir equilíbrio no processo democrático eleitoral. Abrir a sessão às 6h da manhã e impedir a palavra de um líder apenas para contar prazo é avacalhação do processo legislativo”.
Em sua rede social, o deputado continuou tecendo críticas sobre a situação.
“Uma completa desmoralização do processo legislativo e da ordem constitucional e democrática, por demagogia e absoluto desespero eleitoral”.
O presidente da Câmara cancelou a convocação de um ministro porque o presidente da Comissão na deu tempo de líder antes de encerrar a votação. Hoje, abriram uma sessão 6:30 de manhã e fecharam em 1 min negando o tempo de líder do Novo. Ele vai cancelar essa sessão? 👇👇👇👇👇👇👇
— Marcelo Ramos (@marceloramosam) July 7, 2022