Com o fim da janela partidária, 10 deputados trocam de sigla na Aleam

fim do prazo da janela partidária no último dia 3 provocou uma série de mudanças entre deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com 10 parlamentares que deixaram seus partidos e migraram para novas siglas em busca de reposicionamento político para as próximas eleições.


Entre as principais mudanças, Alessandra Campelo deixou o Podemos e se filiou ao PSD, partido do senador Omar Aziz, que também é pré-candidato ao governo do Amazonas, e a convidou para ser sua vice. O mesmo destino foi seguido por Mayra Dias e Rozenha, que também passaram a integrar  a sigla.

O Podemos, por outro lado, recebeu Felipe Souza, que deixou o PRD, mas perdeu nomes como Comandante Dan e Dr. Gomes. Dan se filiou ao Republicanos, partido ligado ao seu irmão, o deputado federal Silas Câmara, enquanto Dr. Gomes migrou para o União Brasil.

O União Brasil, inclusive, ampliou sua bancada ao receber Carlinhos Bessa, que deixou o PV, além de Wanderley Monteiro, ex-Avante. Já Thiago Abrahim deixou o União Brasil e se filiou ao MDB.


 


Outra mudança relevante foi a de Wilker Barreto, atuante como oposição na Casa, ele saiu do Mobiliza e também ingressou no PSD, fortalecendo ainda mais a sigla no estado.

As movimentações refletem estratégias partidárias e individuais dentro do período permitido pela legislação eleitoral, quando parlamentares podem trocar de partido sem risco de perda de mandato. As mudanças devem impactar a correlação de forças na Aleam e influenciar diretamente as articulações para o próximo pleito de outubro.

Legislação eleitoral

Prevista no artigo 22-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), a medida é um mecanismo para a reorganização das forças políticas antes das eleições gerais de outubro.

A janela partidária é aberta em qualquer ano eleitoral, sete meses antes da votação. Neste ano, o 1º turno das eleições acontece no dia 4 de outubro.

Portanto, de 5 de março a 3 de abril, deputados federais, estaduais e distritais puderam mudar de legenda sem sofrer punição por infidelidade partidária.

Fora dessa janela, parlamentares eleitos pelo sistema proporcional podem perder o mandato ao trocar de partido, já que a vaga pertence à legenda. O mecanismo serve para reorganizar forças políticas e alianças antes das eleições.