
Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, está sendo procurado pelo sexto dia seguido. Ele é considerado um criminoso psicopata e acusado pela morte de Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas.
O criminoso espalhou terror no Distrito Federal. As polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal montaram uma força-tarefa para capturá-lo.
O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, comentou que as equipes de inteligência e operação do DF e Goiás estão no local para tentar tirá-lo das ruas.
Crimes
Lázaro Sousa é suspeito de cometer um quádruplo latrocínio em Ceilândia, e um quinto em GO, antes da chacina. No último sábado (12), em Cocalzinho de Goiás, ainda baleou mais três pessoas, duas estão em estado grave.
A Polícia Militar do Distrito Federal também detalhou o rastro de violência deixado por Lázaro no sábado. Ele invadiu a fazenda da família de um soldado do 8⁰ BPM, próximo à Lagoa Samuel. Ele fez o caseiro refém, quebrou tudo, bebeu e fumou maconha. Também obrigou o funcionário a consumir a droga.
Segundo a corporação, o soldado chegou à propriedade, no início da noite, chegou até a cancela e, provavelmente, ao abri-la, o homem fugiu, levando o caseiro como refém.
O criminoso seguiu para a fazenda ao lado, a cerca de 700m, e baleou três homens. Havia no local uma mulher e uma criança. Testemunhas informaram que o suspeito da chacina colocaria fogo na casa e não o fez por causa das vítimas.
Os corpos dos familiares assassinados estavam em um quarto – um deles sobre a cama e dois no chão. As vítimas foram encontradas com marcas de tiro e facadas.
Cleonice conseguiu ligar para a família pedindo socorro ao ver que a porta da casa estava sendo arrombada. Eles chegaram rapidamente ao local, 10 minutos depois. No entanto, Cleonice havia sido levada. Cláudio Vidal.
Antes de morrer, Cláudio disse ao cunhado que a esposa havia sido levada por quem invadiu a casa deles: “Age rápido, porque levaram a Cleonice”. A polícia informou que os celulares das vítimas estavam em casa. Porções de dinheiro também foram encontradas.
Cronologia dos crimes
Na quarta-feira, 9 de junho, Lázaro invade uma casa em Ceilândia, durante a madrugada e mata Cláudio Vidal, 48, e os dois filhos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Na fuga, ele levou a empresária Cleonice Marques, 43 anos.
Durante a quinta-feira, 10 de junho, o suspeito invadiu outra residência, que fica nas proximidades da fazenda onde cometeu a chacina. Ele manteve a proprietária e o caseiro do local reféns por mais de três horas. Lá bebeu, comeu e usou drogas, na frente dos reféns.
No outro dia, na sexta-feira, 11 de junho, entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, Lázaro comete o terceiro crime, ainda em Ceilândia. Ele faz uma família refém, rouba um carro do modelo Fiat Pálio e vai para Cocalzinho (GO). Já no Entorno, ele incendiou o veículo e continuou a fuga.
No sábado, 12 de junho, moradores formam um grupo de buscas e encontram o corpo de Cleonice Marques às margens do Córrego da Coruja, próximo à casa onde família foi morta. No mesmo dia, Lázaro fez outro caseiro refém, em Cocalzinho. Horas depois, invadiu mais uma fazenda e baleou três homens. Dois estão em estado grave. Na ocasião, ele roubou duas armas de fogo. No fim da noite, ateou fogo em uma casa, trocou tiros com a polícia, mas conseguiu escapar.
Ontem, no domingo (13), uma força-tarefa, formada por 200 homens das polícias militar do DF e de Goiás, Polícia Civil de ambas as localidades, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, continuam à caça de Lázaro. Ele consegue roubar um outro veículo, um Corsa Vermelho. O dono do veículo chegou em casa, sentiu falta do carro e encontrou o local revirado. Lázaro dirigiu por cerca de 30km, quando se deparou com um bloqueio policial. Ele saltou do veículo e entrou, novamente, no matagal, onde continua foragido.
Diferenciado
Um policial afirmou que Lázaro é um criminoso “diferenciado”.
As forças policiais estavam espalhadas em pontos estratégicos da região e ocuparam 17 fazendas, mobilizando 200 pessoas para as buscas.
*Metrópoles