
Uma investigação da Polícia Federal sugere que a agressão ao agente identificado como Ribeiro pode ter ocorrido em represália às suas atividades como policial federal, especialmente por sua participação em operações de grande impacto realizadas na capital amazonense.

De acordo com depoimento da vítima, o ataque aconteceu enquanto ele dirigia na direção da rotatória do Eldorado, em Manaus, a caminho de um supermercado. Ribeiro foi cercado por um grupo de motociclistas e uma caminhonete, que o forçaram a parar. Apesar de ter se identificado como policial e exibido sua carteira funcional, ele foi espancado até perder a consciência. O documento funcional foi roubado, e a violência só foi interrompida com a chegada de policiais militares.
Os suspeitos foram identificados como Vitor Mendonça Vieiralves, Leonardo Castelo Branco, Alexsander Linhares do Nascimento, Bruno Faria dos Santos e Aldo Bitencourt Chã Neto, com base em uma denúncia anônima. Além disso, Isaac Pinheiro Braga também foi incluído no inquérito após sua motocicleta ser reconhecida no local do crime.

A Polícia Federal apontou que a ação foi “coordenada e premeditada”. Os investigados seriam integrantes do motoclube “Casacos de Couro”, conhecido por práticas violentas em Manaus. Diante das evidências, a autoridade policial solicitou à Justiça Federal a prisão preventiva dos suspeitos, além de medidas como busca e apreensão e acareação entre os envolvidos.
No entanto, a juíza Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara Federal Criminal, negou o pedido de prisão preventiva. Ela argumentou que, no momento, “os elementos apresentados não justificam uma medida tão severa”. A magistrada também destacou a ausência de indícios de que o grupo se envolva habitualmente em crimes violentos, além de afirmar que os suspeitos não possuem armas registradas nem antecedentes criminais.
A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer os detalhes do ataque e determinar se houve, de fato, motivação ligada às operações conduzidas pelo policial.