
Pedro Guimarães se tornou alvo de inquérito no MPF após denúncias de várias funcionárias. Indicado por Paulo Guedes, ele tinha total confiança de Bolsonaro e chegou a se colocar como possível vice na chapa do presidente. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou seu afastamento do cargo nesta quarta-feira (29), depois de ser acusado de assédio sexual por várias funcionárias da instituição e se tornar o centro de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF).
As funcionárias que o denunciaram afirmam que ele costumava abraçá-las de maneira constrangedora, além de apalpá-las e passar a mão sobre suas partes íntimas.
Guimarães era um dos nomes mais próximos de Jair Bolsonaro no governo. Ele foi indicado para a Caixa pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e logo ganhou a confiança do presidente.
Sua proximidade com Bolsonaro é atribuída ao fato de ambos compartilharem opiniões semelhantes sobre uma série de temas.
No vídeo da reunião ministerial do governo, divulgado em 2020 após ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), ele aparece criticando as medidas para conter a pandemia de covid-19, à qual se referiu como “histeria coletiva”.
Guimarães também participava com frequência das transmissões ao vivo de Bolsonaro nas redes sociais. Ele chegou a se lançar como possível candidato à vice-presidência do país na chapa de Bolsonaro, que vai concorrer à reeleição em outubro, e já foi cotado para ser o substituto de Guedes à frente do Ministério da Economia.
Posicionamento da Caixa
Em nota divulgada na noite da última quarta-feira (29), a Caixa Econômica Federal afirmou que “repudia qualquer tipo de assédio” sem citar o nome de Pedro Guimarães, ex-presidente do banco. A empresa também disse que apura possíveis “casos desta natureza na instituição”.
Após sofrer acusações de assédio sexual por parte de ao menos cinco funcionárias da empresa, Guimarães entregou uma carta de demissão a Jair Bolsonaro (PL). Mais tarde, Daniella Marques, que até então era secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, assumiu presidência da Caixa.
O texto divulgado pelo banco não informou se há investigações sobre outros diretores da instituição. Por fim, é destacado que o canal de denúncias “garante a transparência, segurança e proteção para denunciantes (empregados, clientes, usuários, terceirizados, parceiros) que queiram apontar atos ilícitos”.