
Plínio Valério (PSDB-AM) rebateu questionamentos sobre sua atuação em defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) durante o debate da Rede Amazônica, na noite desta sexta-feira (25/09). O senador destacou que sua participação nas discussões sobre o modelo amazonense começou ainda como deputado federal, durante a mobilização pela prorrogação da ZFM.
A cobrança partiu de Alberto Neto, que perguntou o que Plínio Valério havia feito em defesa da Zona Franca ao longo de sua trajetória política. O senador respondeu confrontando o adversário com seu histórico no Congresso.
“Alberto, você ainda é novo, mas eu vou te perguntar e você não vai saber responder: no dia 30 de outubro de 2013, você sabe onde estava? Eu sei onde eu estava. Eu estava na tribuna da Câmara Federal, como deputado federal, defendendo a prorrogação da Zona Franca de Manaus, que depois foi para o Senado”, explicou.
Já no Senado, a defesa do modelo também passou por discussões relacionadas à competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM). Plínio Valério citou a relatoria da Lei de Informática e embates travados em Brasília durante o mandato.
“Em 2013, quando você estava na rede social, eu já estava lá. Como senador, fui relator da Lei de Informática e nós salvamos o Polo de Informática. Combati o ministro Guedes quando zombou da gente, combati o Toffoli e o Maia. Eu estava na luta”, afirmou.
Atuação e resultados
Plínio Valério também rebateu o argumento usado pelo adversário para questionar seu conhecimento sobre o modelo. Para demonstrar que a atuação parlamentar não depende de formação técnica específica em cada área, trouxe como exemplos duas leis de sua autoria: a autonomia do Banco Central e a ampliação do acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Eu não entendo nada de economia e sou autor da Lei de Autonomia do Banco Central. Eu não entendo nada de saúde e sou autor da lei que permite que mulheres, a partir dos 40 anos, façam mamografia pelo SUS.”
No fim do embate, o senador contestou diretamente a cobrança e apontou a frequência com que levou o tema da Zona Franca à tribuna do Senado.
“Você entrou nessa narrativa errada. Eu sou defensor do Amazonas. Então, me diga onde você estava em 2013, porque eu já lutava pela Zona Franca. Eu falei mais de 800 vezes a palavra ‘Zona Franca’ da tribuna do Senado”, finalizou.