Na noite desta quarta-feira (9), a delegada Débora Mafra, candidata a deputada federal pelo PSD, participou do programa Que Entre o Rei da Glória, apresentado pela pastora Lanny Padrón, ao lado de convidados. Durante a entrevista, a candidata relembrou sua trajetória profissional, destacou os dez anos de atuação à frente da Delegacia da Mulher, em Manaus, e apresentou propostas voltadas à defesa e proteção das mulheres.
Durante a conversa, Débora Mafra contou detalhes de sua história de vida e da trajetória que percorreu até chegar à carreira policial e ao cargo de delegada. Ela também relembrou casos atendidos ao longo dos anos no enfrentamento à violência contra a mulher, experiências que, segundo ela, fortaleceram ainda mais o desejo de ampliar sua atuação em defesa das mulheres.
A candidata afirmou que pretende levar essa experiência para Brasília e atuar como uma voz de representatividade das mulheres do Amazonas no Congresso Nacional.
Ao abordar a violência doméstica, Débora chamou a atenção para o longo período que muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos antes de procurar ajuda.
“A maioria das mulheres no Brasil denuncia seus parceiros depois de dez anos de convivência, porque tem dó do homem, pensa nos filhos e fica naquele ciclo de violência. Toda mulher tem que denunciar. Mulher, não se engane: você tem que denunciar. Nós temos vários meios de denunciar e esse homem pode ser preso”, declarou.
Débora também falou sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher e alertou para a importância de reconhecer os sinais de abuso, evitando que situações de violência sejam naturalizadas ou passem despercebidas.
Ao final da entrevista, a delegada deixou uma mensagem baseada em sua experiência profissional e em sua fé cristã, destacando que a defesa da família não deve significar a permanência de uma mulher em uma situação de violência.
“Quando me perguntam se eu sou a favor do divórcio, por ser uma mulher cristã, mas defensora das mulheres, eu sempre falo: não sou a favor do divórcio, mas não podemos morrer nas mãos dos nossos parceiros. Temos que ter Deus sempre no centro do nosso casamento. E, se você está sofrendo violência doméstica, se liberte, minha irmã”, finalizou Débora Mafra.