
O senador e candidato à reeleição Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a defender, nesta segunda-feira (07/09), a recuperação e pavimentação da BR-319. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio CBN Amazônia, o parlamentar destacou a mobilização em torno da rodovia e afirmou que a pressão dos últimos anos contribuiu para garantir intervenções que hoje permitem o tráfego, ainda que em condições precárias.
“Se hoje se pode trafegar na BR-319, mesmo com muita poeira ou lama, é porque a nossa luta fez com que o país entendesse a importância da 319 para a gente. Aquelas medidas paliativas, como os rachões e a passagem de trator, foram fruto da luta que a gente teve”, afirmou.
Sete anos de luta pela BR-319
Ao relembrar sua trajetória no Senado, Plínio afirmou que enfrentou anos de resistência em torno da pauta e citou os embates com organizações ambientalistas, tema que também esteve presente durante os trabalhos da CPI das ONGs, presidida por ele.
“Passei sete anos lutando sozinho pela BR-319. Fui processado e atacado pelas ONGs ambientalistas, mas acredito que a estrada tem que ser uma luta de todos nós. Eu não tenho mérito por essa defesa, tenho obrigação de lutar”, declarou.
Para o senador, a pavimentação é fundamental para ampliar a integração terrestre do Amazonas com o restante do país e assegurar à população o direito de ir e vir.
“A BR não é a nossa solução, mas é o começo da nossa redenção. Nós temos que ter essa estrada. Manaus é a única capital no planeta com mais de 2 milhões de habitantes que não tem uma estrada que liga a outras capitais. Temos que reivindicar um direito que está na Constituição, que é o direito fundamental de ir e vir”, reforçou.
Preservação sem isolamento
Durante a entrevista, Plínio também contestou argumentos ambientais contrários à pavimentação. Segundo ele, a recuperação da pista e a fiscalização das áreas no entorno da rodovia devem ser tratadas como responsabilidades distintas.
“A pista já existe, os carros estão passando agora. Não vai ser derrubada nenhuma árvore, é uma BR que já existe. E o entorno é problema do governo, da União. Nós não podemos ser sacrificados e pagar o preço alto de não ter comunicação terrestre com o país”, disse.
O senador também criticou a atuação de organizações e órgãos ligados à pauta ambiental, citando o Observatório do Clima, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Plínio defendeu que as políticas de preservação ambiental considerem também as necessidades sociais e econômicas de quem vive na Amazônia.
“Enquanto meu povo estiver necessitando, chegando ao ponto de passar fome, eu não posso ficar calado. Minha primeira responsabilidade é com a população, é tornar esse pessoal com renda para que possa comer”, concluiu.