
Manaus – A Polícia Civil do Amazonas informou nesta segunda-feira (9) que foi esclarecida a ocorrência registrada na madrugada de domingo (8), no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. A ação terminou com a morte de Daniel de Oliveira Batista, de 34 anos, conhecido como “Barba”, após intervenção policial.
De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Daniel era considerado um alvo de alta periculosidade e vinha sendo investigado por participação direta em homicídios recentes ocorridos na capital amazonense.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da unidade, o suspeito é apontado como um dos envolvidos no assassinato do empresário Luiz Tarcísio Xavier de Souza Filho, de 39 anos, morto em 28 de janeiro deste ano. Ele também já havia sido preso em 2025, suspeito de envolvimento na execução do empresário Abraam Lincoln, ocorrida em 31 de dezembro de 2024, no bairro Planalto, zona centro-oeste de Manaus.
Além das investigações por homicídio, Daniel Batista possuía antecedentes criminais por roubo e adulteração de veículos.
Ação policial
A Polícia Civil informou que equipes da DEHS realizavam diligências para cumprir o mandado quando o suspeito reagiu à abordagem. A ocorrência, segundo a corporação, aconteceu em via pública, após a montagem de um cerco policial.
Ainda conforme a versão apresentada, ao notar a aproximação dos agentes, Daniel tentou fugir em um veículo, colidiu contra viaturas e efetuou disparos de arma de fogo contra os policiais. Diante da situação, houve reação por parte das equipes.
Daniel foi atingido durante a intervenção, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, na zona leste da capital, mas não resistiu aos ferimentos.
No local, foram apreendidas armas de fogo, carregadores, munições de diferentes calibres e veículos que, segundo a polícia, teriam sido utilizados na ação. A perícia foi acionada para os procedimentos técnicos, e o caso foi registrado em Boletim de Ocorrência. As investigações seguem sob responsabilidade da DEHS.
A Polícia Civil acrescentou que o episódio será analisado dentro dos trâmites legais.