Servidor público é preso por desvio de cartões do Auxílio Estadual

Na manhã desta quinta-feira (16), um servidor público de 47 anos foi preso pelo crime de peculato. A prisão foi resultado da Operação Auxilium, deflagrada pela Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Deccor) e o 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), com apoio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas).


 

O servidor é acusado de utilizar de forma indevida cartões do Auxílio Estadual e da Seas. As investigações tiveram início após uma denúncia da própria Seas, que identificou movimentações suspeitas nos cartões de dois beneficiários residentes nos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Novo Airão. Os cartões foram desbloqueados em Manaus e utilizados antes mesmo de serem entregues aos titulares. Posteriormente, outros seis beneficiários também relataram não ter recebido as segundas vias solicitadas de seus cartões.

De acordo com o delegado-geral Bruno Fraga, o servidor já não ocupava a coordenação do auxílio desde junho de 2024. A investigação apontou que a maioria das compras foi realizada em comércios próximos à residência do acusado, o que facilitou a identificação por meio de câmeras de segurança. Imagens confirmaram que ele utilizava os cartões para compras pessoais em mercados de Manaus.

Por determinação do governador Wilson Lima, as vítimas identificadas receberão novas vias dos cartões com a carga devida referente ao período de uso. A Seas entrará em contato com os beneficiários para realizar a entrega dos cartões atualizados.

O servidor foi identificado como responsável pelo uso indevido dos cartões, realizando compras em estabelecimentos comerciais próximos à sua residência. A ação criminosa afetou mais de 10 beneficiários e gerou um prejuízo estimado em R$ 37 mil aos cofres públicos.

Ainda segundo o delegado, não há indícios de participação de outras pessoas no esquema. O servidor teria agido sozinho, aproveitando-se do cargo para fraudar a entrega e utilizar os cartões. Ele responderá pelo crime de peculato e passará por audiência de custódia. Se a prisão for mantida, será encaminhado ao sistema penitenciário.